O desafio: Ordem Especial, sem tripulação a bordo
A Ordem Especial é a classe mais exigente da norma IHO S-44: incerteza horizontal total de até 2 m (95% de confiança), incerteza vertical calculada com a=0,25 m e b=0,0075, cobertura de 100% do fundo por multifeixe e detecção de feições maiores que 1 m. No Brasil, a NORMAM-25 soma outra camada: um levantamento categoria "A" passa por auditoria integral do CHM antes de qualquer dado chegar à carta náutica. Fazer isso com um USV — sem operadores a bordo, todo o controle da aquisição resolvido por telemetria, procedimento e redundância, em um porto ativo com tráfego real de embarcações — era um precedente inexistente no Brasil. A aprovação do CHM respondeu à pergunta: sim, um sistema não tripulado sustenta o rigor da Ordem Especial do início ao fim de uma campanha real.