ROV QYSEA FIFISH X1 sobre o píer de uma marina, pronto para inspeção subaquática

Inspeção de dutos e emissários

Inspeção de dutos submarinos e emissários com ROV

A inspeção de dutos submarinos e emissários com ROV verifica, trecho a trecho, a condição da linha no fundo: vãos livres, exposição, danos mecânicos, anodos e difusores. O veículo operado remotamente (ROV) registra vídeo 4K com posição, e o levantamento geofísico mostra o que está enterrado. O resultado é o relatório que a gestão de integridade da linha exige.

O problema

Por que dutos e emissários precisam de inspeção periódica

O leito marinho muda com correntes e ondas: trechos enterrados ficam descobertos, vãos se abrem sob a linha e detritos se acumulam. Redes de pesca e âncoras atingem dutos que ninguém vê.

Campanhas periódicas nos mesmos pontos de referência mostram a evolução da linha e dão ao operador tempo de agir antes de uma falha ou de uma ocorrência ambiental.

O que se verifica

O que a inspeção de um duto submarino verifica

Vão livre (free span)

Trecho do duto sem apoio no fundo, por erosão do leito, irregularidade do terreno ou cruzamento com outra linha. Comprimento e altura do vão são registrados em cada campanha.

Exposição e enterramento

Dutos projetados para ficar enterrados podem ser descobertos pela movimentação do sedimento. A profundidade de enterramento é verificada com perfilador de subfundo (SBP), e o ROV confirma visualmente os trechos expostos.

Danos e interferências

Amassamentos, danos no revestimento, redes de pesca, âncoras e detritos junto à linha.

Anodos e proteção catódica

Estado dos anodos de sacrifício e, com a sonda de proteção catódica, potencial nos pontos definidos ao longo da linha.

Emissário e difusores

No emissário submarino, a inspeção cobre o trecho do duto e os difusores: obstrução, danos e condição dos apoios.

Emissário submarino

O que é um emissário submarino

O emissário submarino é a tubulação com sistema de difusores que lança efluentes no mar, entre a linha de base e o limite do mar territorial. A Resolução nº 430/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) define o termo e trata das condições desse tipo de lançamento.

Por ficar no fundo e perto da costa, o emissário está exposto a ondas, correntes e interferências de embarcações. Inspecionar o duto e os difusores mostra se a estrutura continua na posição e na condição de projeto.

Método

Como a inspeção de dutos e emissários é feita

Levantamento da rota. O sonar de varredura lateral (SSS), rebocado a partir de embarcação tripulada, e o perfilador de subfundo, a partir de embarcação tripulada ou de embarcação de superfície não tripulada (USV), percorrem toda a extensão da linha. O registro mostra vãos livres, trechos expostos, detritos e mudanças no fundo ao longo da rota.

Inspeção com ROV. Nos pontos de interesse indicados pelo levantamento, o ROV faz a inspeção visual com vídeo 4K e escala a laser. Cada ocorrência recebe posição e ponto quilométrico (KP), a distância medida ao longo do eixo da linha.

Entrega. As anomalias são classificadas e referenciadas ao KP. O relatório é assinado por responsável técnico, e a campanha seguinte volta aos mesmos pontos para comparação. Os métodos geofísicos estão detalhados em geofísica marinha.

Ensaios com ROV

Potencial de proteção catódica e espessura

Em dutos metálicos, o ROV FIFISH X1 com módulos de ensaios não destrutivos (END) lê o potencial de proteção catódica nos pontos definidos ao longo da linha e mede a espessura por ultrassom nos pontos críticos. Veja os ensaios não destrutivos com ROV.

Referências

Normas e regulação citadas

Para sistemas submarinos de petróleo e gás, a Resolução nº 41/2015 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprova o Regulamento Técnico do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional de Sistemas Submarinos (SGSS). Para emissários, a referência é a Resolução CONAMA nº 430/2011. O escopo de cada campanha segue o plano de inspeção do operador.

Equipamento

Frota da WAMS

O ROV QYSEA FIFISH E-Master Navi opera até 200 m e o FIFISH X1 até 350 m, o que cobre dutos costeiros, emissários, adutoras e tomadas d'água. O levantamento da rota usa sonar de varredura lateral rebocado por embarcação tripulada e perfilador de subfundo em embarcação ou em USV.

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Perguntas frequentes

FAQ: inspeção de dutos e emissários

O que é vão livre em um duto submarino?

É o trecho do duto sem apoio no fundo, causado por erosão do leito, irregularidade do terreno ou cruzamento com outra linha. Acima do comprimento admissível de projeto, o vão expõe o duto a vibração induzida por vórtices e a esforços de flexão; por isso comprimento e altura são registrados em cada inspeção.

Como verificar se o duto continua enterrado?

Com perfilador de subfundo, que mostra a linha abaixo do leito e a espessura de sedimento sobre ela. O sonar de varredura lateral identifica os trechos expostos, e o ROV confirma visualmente os pontos de interesse.

Com que frequência inspecionar um emissário submarino?

A periodicidade é definida pelo operador, pelo licenciamento ambiental e pelo histórico da linha. Campanhas com os mesmos pontos de referência permitem comparar a evolução de vãos, exposição e danos entre uma inspeção e outra.

O ROV inspeciona os difusores do emissário?

Sim, dentro do alcance de profundidade do veículo. O registro mostra obstrução, danos e condição dos difusores e do trecho final da linha.

Até que profundidade a WAMS inspeciona dutos?

O ROV FIFISH E-Master Navi opera até 200 m e o FIFISH X1 até 350 m, o que cobre dutos costeiros, emissários, adutoras e tomadas d'água. Para profundidades maiores, a viabilidade é avaliada caso a caso.

Retorno de chamada

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Envie a rota da linha, a profundidade, o diâmetro e o histórico de inspeções. A engenharia da WAMS combina levantamento geofísico e ROV e responde com método e cronograma. Venha conversar com a WAMS.

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