Ensaios não destrutivos com ROV: espessura por ultrassom e proteção catódica
Os ensaios não destrutivos (END) subaquáticos com ROV medem a espessura do metal por ultrassom e o potencial de proteção catódica em cascos, estacas, dutos e comportas. O veículo operado remotamente (ROV) QYSEA FIFISH X1 recebe os módulos de medição e associa cada leitura à posição na estrutura. O resultado entra no plano de integridade como dado medido.
O problema
Quanto metal resta e se a proteção catódica funciona
A inspeção visual identifica corrosão, anodos gastos e danos no revestimento. Ela não diz quanto metal resta na chapa nem se a proteção catódica mantém a estrutura protegida.
Essas respostas vêm de ensaios: medição de espessura por ultrassom e medição de potencial eletroquímico. Com elas, a engenharia de integridade calcula a perda de espessura, identifica áreas sem proteção e decide o que reparar primeiro.
Executar os ensaios com ROV tira o mergulhador da água em ambientes de corrente, baixa visibilidade ou profundidade, e mantém a mesma referência de posição entre campanhas.
Ensaios
Os dois ensaios que o ROV executa
Medição de espessura por ultrassom (USME)
O módulo de ultrassom mede a espessura remanescente de chapas e tubos metálicos com acesso por um único lado da peça. O ROV posiciona o transdutor no ponto definido no plano de inspeção, e a leitura é registrada com imagem e posição.
Medição de potencial de proteção catódica
A sonda de proteção catódica mede o potencial eletroquímico da estrutura em relação a um eletrodo de referência, como o de prata/cloreto de prata (Ag/AgCl). Leituras em anodos, flanges e áreas de metal exposto mostram se a proteção catódica está ativa e ajudam a avaliar os anodos de sacrifício.
Planejamento. A inspeção visual ou o histórico da estrutura indica as áreas críticas. Com o cliente, definimos os pontos de medição, o critério de proteção catódica adotado no projeto e o formato do registro.
Execução. O ROV chega a cada ponto, mantém posição com navegação inercial e perfilador Doppler de velocidade (DVL) e faz a leitura com o módulo adequado. Cada valor é gravado junto com a imagem do ponto e a posição na estrutura.
Entrega. As medições são tabeladas por ponto, comparadas ao critério de projeto e, quando há campanha anterior, à leitura anterior do mesmo ponto. O relatório é assinado por responsável técnico.
Plataforma
ROV QYSEA FIFISH X1
O FIFISH X1 opera até 350 m, carrega até 15 kg de carga útil e tem quatro portas Q-Interface para acessórios e aceita módulos de END intercambiáveis. Entre esses módulos estão o medidor de espessura por ultrassom e a sonda de proteção catódica. A navegação U-INS Plus com Q-DVL frontal e inferior mantém o veículo em posição em correntes de até 4 nós.
Normas de referência
Normas dos ensaios subaquáticos
A medição de espessura por ultrassom em procedimento subaquático é objeto da ABNT NBR 16794. A medição de potencial eletroquímico em inspeção subaquática, em estruturas offshore e portuárias, é objeto da ABNT NBR 16482:2026. Para proteção catódica de dutos submarinos, a referência internacional é a ISO 15589-2:2024. A norma aplicável a cada campanha é definida no contrato.
Entregáveis
O que você recebe
· Tabela de espessuras por ponto, com posição e imagem de cada leitura
· Potencial de proteção catódica por ponto de medição, referenciado à posição na estrutura ou ao ponto quilométrico (KP) da linha
· Identificação das áreas fora do critério de proteção adotado no projeto
· Comparação com a campanha anterior, quando houver
· Relatório técnico assinado por responsável técnico
Como o ROV mede espessura por ultrassom debaixo d'água?
O ROV leva o módulo de ultrassom até o ponto de medição e mantém o transdutor em contato com a superfície durante a leitura. A navegação inercial com DVL estabiliza o veículo, e cada valor é gravado com imagem e posição.
O que indica o potencial eletroquímico de uma estrutura submersa?
Indica se a estrutura está polarizada no nível exigido pelo critério de proteção catódica. O valor medido em relação ao eletrodo de referência é comparado ao critério de proteção adotado no projeto da estrutura.
É preciso preparar a superfície antes da medição?
Bioincrustação e produtos de corrosão atrapalham o contato do transdutor de ultrassom e da sonda de proteção catódica com o metal. O preparo de cada ponto, quando necessário, é definido no plano de inspeção.
Em quais estruturas a WAMS faz ensaios com ROV?
Cascos de embarcações, estacas e estruturas portuárias, dutos submarinos e emissários, comportas e grades de barragens, até 350 m de profundidade.
Os ensaios podem ser combinados com a inspeção visual?
Sim. Na mesma campanha, a inspeção visual localiza as áreas críticas e os ensaios medem espessura e potencial nesses pontos. Tudo fica referenciado à mesma posição e ao mesmo relatório.
Retorno de chamada
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Descreva a estrutura, a profundidade e os pontos que precisam de medição. A engenharia da WAMS define o plano de ensaios e responde com método e cronograma. Venha conversar com a WAMS.
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