ROV FIFISH E-Master Navi no píer antes da inspeção subaquática

Inspeção subaquática portuária

Inspeção subaquática de estruturas portuárias: cais, estacas e píeres

A inspeção subaquática de estruturas portuárias registra a condição de cais, estacas, píeres, dolfins e defensas abaixo da linha d'água. O veículo operado remotamente (ROV) documenta corrosão, fissuras e danos com vídeo 4K, escala a laser e a posição de cada ocorrência. A campanha é planejada junto com a programação de atracação do berço.

O problema

Por que inspecionar estruturas portuárias submersas

Estacas, paramentos e blocos de fundação passam a vida útil submersos. A corrosão em estacas metálicas, as fissuras no concreto e os danos por impacto de atracação avançam sem que ninguém os veja da superfície.

Sem registro periódico, a manutenção vira reação a um problema já instalado. Com registro posicionado e repetível, o operador compara campanhas, acompanha a evolução de cada ocorrência e prioriza os reparos por criticidade.

A inspeção com ROV entrega esse registro sem expor mergulhadores na etapa de observação, em ambientes com corrente, baixa visibilidade e tráfego de embarcações.

Imagem subaquática do ROV: incrustação biológica densa em estrutura de concreto submersa.

Escopo

O que inspecionamos em cais e terminais

Estacas

Estacas metálicas e de concreto: corrosão, fissuras, danos por impacto e bioincrustação, com a posição de cada ocorrência ao longo da estaca.

Cais e paramentos

Paramentos de cais, juntas e blocos de fundação: fissuras, desagregação do concreto e armadura exposta.

Píeres e dolfins

Estruturas de acostagem e de amarração: condição das fundações, das ligações e das proteções abaixo da linha d'água.

Defensas

Sistemas de defensas: danos, fixações soltas e partes ausentes no trecho submerso.

Fundo junto ao cais

Erosão localizada junto às fundações, detritos e assoreamento no pé do cais, registrados pelo ROV e, em áreas extensas, por varredura multifeixe.

Imagem subaquática do ROV: paramento de concreto com incrustação e o cabo umbilical à direita.

Método

Como a inspeção de cais é feita

Planejamento. Recebemos desenhos da estrutura, inspeções anteriores e a lista de pontos de interesse. Com a autoridade portuária ou o terminal, definimos a sequência de trechos e as janelas entre atracações.

Execução. O ROV é lançado do próprio cais ou de uma embarcação pequena e percorre cada estaca e cada trecho de paramento em faixas verticais. Os lasers projetam escala na imagem, e cada trecho recebe posição por sistema global de navegação por satélite (GNSS) na superfície e, quando a geometria pede, por posicionamento acústico.

Entrega. As ocorrências são classificadas por tipo e criticidade sobre o desenho da estrutura, e o relatório é assinado por responsável técnico. Na campanha seguinte, o ROV volta aos mesmos pontos, e a evolução de cada dano é comparada de forma objetiva.

ROV QYSEA FIFISH E-Master sobre piso de concreto antes da inspeção, com o cabo umbilical.

Batimetria e inspeção

Estrutura e fundo na mesma campanha

A WAMS executa o levantamento batimétrico do berço e a inspeção das estruturas na mesma campanha. A embarcação de superfície não tripulada (USV) com ecobatímetro multifeixe (MBES) mostra profundidade, assoreamento e erosão no pé do cais; o ROV mostra a estrutura. As duas bases de dados saem no mesmo sistema de coordenadas.

Ensaios com ROV

Espessura das estacas e proteção catódica

Em estacas metálicas, a inspeção visual indica onde medir. O ROV FIFISH X1 com módulos de ensaios não destrutivos (END) mede a espessura por ultrassom e o potencial de proteção catódica nos pontos definidos. Veja os ensaios não destrutivos com ROV.

Equipamento

ROV da frota WAMS

A inspeção portuária é executada com o ROV QYSEA FIFISH E-Master Navi: até 200 m de profundidade, câmera 4K UHD, iluminação de 10 000 lúmens, escala a laser e Q-DVL frontal e inferior (perfilador Doppler de velocidade, DVL) com navegação inercial U-INS. O veículo é compacto e de lançamento manual, o que permite trabalhar no espaço entre estacas.

Entregáveis

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Perguntas frequentes

FAQ: inspeção de estruturas portuárias

Com que frequência inspecionar as estruturas de um cais?

A periodicidade depende da idade da estrutura, do material, da agressividade do ambiente e do histórico de ocorrências, e costuma constar do plano de manutenção do terminal. Campanhas repetidas nos mesmos pontos de registro permitem medir a evolução entre uma inspeção e a seguinte.

É preciso interditar o berço durante a inspeção?

Em geral, não. A campanha é programada com a autoridade portuária ou o terminal para usar as janelas entre atracações. Trechos junto a navios atracados são inspecionados quando as condições de segurança permitem.

O que o relatório de inspeção subaquática do cais contém?

Vídeo georreferenciado, fotos das ocorrências com escala a laser, mapa de ocorrências sobre o desenho da estrutura com classificação por tipo e criticidade, recomendações de reparo e de acompanhamento e os dados brutos da campanha.

ROV ou mergulhador para inspecionar estacas?

O ROV cobre a inspeção visual e o registro dimensional com escala a laser. O mergulhador continua necessário quando o serviço exige contato, limpeza ou reparo. Em muitos projetos, o ROV faz a inspeção geral e o mergulho fica restrito aos pontos que pedem intervenção.

Dá para fazer batimetria e inspeção das estacas na mesma campanha?

Sim. O levantamento batimétrico com USV e ecobatímetro multifeixe cobre o berço e o pé do cais, e o ROV inspeciona as estruturas. Os dois conjuntos de dados são entregues no mesmo sistema de coordenadas.

Retorno de chamada

Tem cais, píeres ou estacas para inspecionar?

Envie a localização do terminal, o tipo de estrutura e os desenhos disponíveis. A engenharia da WAMS define o método de inspeção subaquática para o nível de criticidade da estrutura. Venha conversar com a WAMS.

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