Vista traseira do USV Hi-Target iBoat BS15 com antenas GNSS e de comunicação

Portos e dragagem

Levantamentos hidrográficos para portos, terminais e dragagem

A WAMS executa levantamentos hidrográficos e batimétricos para portos, terminais e obras de dragagem: sondagem de canais de acesso, bacias de evolução e berços, levantamento preliminar e final da obra, cálculo de volume dragado e verificação da profundidade de projeto, conforme a NORMAM-501/DHN.

O contexto

Cada centímetro de profundidade é carga por atracação

A profundidade do canal define o calado que o terminal consegue receber. Um assoreamento que ninguém mediu reduz a janela operacional e leva à restrição de calado. A decisão de dragar, e o volume a dragar, depende de um levantamento atualizado.

Durante a obra, a medição é o que separa o contrato do litígio. O volume dragado é apurado pela diferença entre o levantamento batimétrico preliminar (LH-Pré) e o levantamento batimétrico final (LH-Pós). Superfícies com incerteza controlada reduzem a margem de discussão entre contratante e dragador.

Depois da obra o ciclo recomeça. A profundidade de projeto precisa ser verificada e mantida, o que exige monitoramento periódico, decisão de manutenção e nova campanha.

Entregáveis

O que o porto recebe ao final da campanha

Planta batimétrica e modelo de terreno

Planta batimétrica, modelo digital de terreno e superfície 3D do canal, da bacia de evolução e dos berços, em formato compatível com o sistema do cliente.

LH-Pré e LH-Pós

Levantamento batimétrico preliminar e final da dragagem, com a mesma malha, o mesmo Nível de Redução (NR) e a mesma ordem, para que a diferença entre as superfícies seja comparável.

Volume dragado

Volume por trecho e por área, calculado a partir da diferença entre superfícies, com o referencial vertical declarado e a incerteza da ordem contratada.

Verificação da profundidade de projeto

Identificação de pontos altos, feições e obstruções que restringem o calado, cada um com posição e profundidade associadas.

Sonografia do fundo

Mosaico sonográfico com sonar de varredura lateral (SSS) para localizar obstruções, cabos, estruturas submersas e feições que a batimetria isolada não resolve.

Inspeção das estruturas de acostagem

Inspeção subaquática com ROV de paredes de cais, defensas, estacas e pilares, com registro em 4K e trajetória georreferenciada.

Execução

A plataforma é escolhida pelo ambiente do porto

Em canais de acesso e áreas abertas, o USV Exail DriX cobre linhas longas com ecobatímetro multifeixe e posicionamento GNSS, sem pessoas embarcadas. A WAMS é a única empresa no Brasil a operar o USV Exail DriX.

Em bacias de evolução, berços e faixas rasas junto ao cais, o USV iBoat BS15 entra onde a embarcação tripulada não opera com segurança, com navegação RTK integrada.

O procedimento se repete em qualquer campanha: patch test (calibração do ecobatímetro multifeixe) antes da aquisição, perfis de velocidade do som (SVP) ao longo da operação e linhas de verificação (LV) para controle independente da consistência vertical.

Tráfego intenso, correntes variáveis e janelas de operação restritas entram no planejamento das linhas desde o início. No ambiente portuário isso é condição de contorno, não imprevisto.

Imagem subaquática do ROV: esponja e incrustação biológica em estrutura de concreto.

Normas e conformidade

Sob qual norma o dado é produzido

Os levantamentos seguem a NORMAM-501/DHN, norma da Autoridade Marítima para levantamentos hidrográficos, anteriormente numerada como NORMAM-25/DHN, e a IHO S-44 (edição vigente). A ordem e a categoria são definidas pelo uso do dado: controle de calado, medição de obra ou atualização de carta náutica.

A WAMS está inscrita no Cadastro de Entidades Executantes de Levantamentos Hidrográficos (CEELH) do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e entrega relatórios assinados conforme o escopo do projeto.

O gerenciamento do material a ser dragado é regido pela Resolução CONAMA nº 454/2012, que trata da caracterização do sedimento e da definição da área de disposição. Batimetria e sonografia entram como dado de base desse processo, ao lado da caracterização ambiental exigida no licenciamento.

Serviços relacionados

Como executamos cada etapa

Perguntas frequentes

FAQ: Portos e dragagem

Qual a diferença entre batimetria e levantamento hidrográfico?

A batimetria é a medição da profundidade e o produto que sai dela. O levantamento hidrográfico (LH) é o serviço formal conforme a NORMAM-501/DHN: inclui redução de sondagens, posicionamento controlado, verificação independente e relatório apto a uso oficial. Contratos de dragagem em porto público costumam exigir o segundo.

Como o volume dragado é apurado?

Pela diferença entre o levantamento batimétrico preliminar (LH-Pré) e o final (LH-Pós), executados com a mesma malha, o mesmo Nível de Redução e a mesma ordem de incerteza. Sem essa equivalência, a diferença entre as duas superfícies não é comparável.

O USV substitui a embarcação tripulada no porto?

Na maior parte da aquisição, sim: o USV percorre as linhas sem pessoas embarcadas e alcança áreas rasas de difícil acesso. A embarcação de apoio permanece para lançamento, recolhimento e segurança da operação.

Quanto tempo leva uma campanha em um porto?

Depende da área, da lâmina de água, da ordem exigida e da janela de tráfego liberada pela autoridade portuária. A proposta técnica traz o cronograma por trecho, definido depois da análise da área e das condições locais.

A WAMS atende licitações e órgãos públicos?

Sim. A empresa (razão social W.A. Marítimos Serviços Ltda., CNPJ 51.952.954/0001-35, Rio de Janeiro/RJ) fornece documentação técnica e fiscal para processos de contratação e relatórios assinados conforme o escopo. Os valores são apresentados sob consulta.

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