USV Hi-Target iBoat BS15 na água durante levantamento batimétrico em águas abrigadas

Batimetria de dragagem

Batimetria de dragagem: LH-Pré, LH-Pós e cálculo do volume dragado

A batimetria de dragagem mede o fundo antes e depois da obra para calcular o volume dragado e verificar a profundidade de projeto. A WAMS executa o levantamento batimétrico preliminar (LH-Pré), os levantamentos de acompanhamento e o levantamento batimétrico final (LH-Pós), com ecobatímetro multifeixe (MBES) e embarcação de superfície não tripulada (USV).

O problema

Por que a medição da dragagem precisa ser independente

Contratos de dragagem são medidos por volume removido ou pelo atingimento da profundidade de projeto. Nos dois casos, o pagamento depende de duas superfícies do fundo: a de antes e a de depois da obra.

Quando a medição da contratada e a do contratante divergem, a diferença vira disputa de contrato. Um levantamento executado por terceiro, com método, referencial e incerteza declarados, dá às duas partes a mesma base de cálculo.

O levantamento final também tem papel na navegação. Em águas navegáveis, o levantamento hidrográfico de fim de dragagem é executado na Categoria A da NORMAM-501/DHN (Normas da Autoridade Marítima para Levantamentos Hidrográficos, Marinha do Brasil), com autorização do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), e é ele que permite atualizar a informação de profundidade do canal.

Fases

O que a batimetria entrega em cada fase da dragagem

LH-Pré

Superfície do fundo antes da obra: base do projeto de dragagem e do cálculo de volume. A Resolução nº 454/2012 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) exige o levantamento batimétrico da área a ser dragada no plano conceitual de dragagem apresentado ao órgão ambiental licenciador.

Levantamentos de acompanhamento

Campanhas intermediárias que mostram os trechos concluídos, o avanço da obra e os pontos altos remanescentes, a tempo de redirecionar a draga.

LH-Pós

Verificação da profundidade de projeto, da seção de projeto e da tolerância contratual em toda a área dragada. Base do cálculo final do volume.

Área de disposição

Batimetria da área de disposição do material dragado, quando o órgão ambiental licenciador a solicita, em dragagens em águas salinas e salobras.

USV Hi-Target iBoat BS15 em deslocamento com esteira na água.

Método

Como o volume dragado é calculado

O LH-Pré e o LH-Pós são executados com o mesmo método, o mesmo referencial horizontal e o mesmo Nível de Redução (NR). Sem essa consistência, a diferença entre as superfícies mistura dragagem com erro de medição.

Cada levantamento gera um modelo digital de terreno (MDT) do fundo. A diferença entre os dois modelos, dentro do polígono de dragagem e da seção de projeto, dá o volume dragado. O cálculo acompanha mapa de diferenças de profundidade e seções transversais, para que a fiscalização confira trecho a trecho.

O controle de qualidade é o de um levantamento hidrográfico: patch test (calibração do ecobatímetro multifeixe) antes da aquisição, perfis de velocidade do som (SVP) ao longo da operação e linhas de verificação (LV) para controle independente da consistência vertical.

Plataformas

Do canal de acesso ao rio raso

Em canais de acesso, bacias de evolução e berços, o levantamento multifeixe cobre o fundo por completo. A WAMS é a única empresa no Brasil a operar o USV Exail DriX, usado em áreas extensas e em mar aberto; o ecobatímetro multifeixe Norbit Winghead i77h opera em embarcação.

Em rios, lagoas e reservatórios, o USV iBoat BS15 com multifeixe HydroBeam M4 tem imersão de 118 mm e chega a trechos onde embarcações tripuladas não entram. Isso permite medir desassoreamento em águas interiores com o mesmo método do porto.

Quando o projeto precisa da espessura do sedimento a remover, o perfilador de subfundo (SBP) mostra as camadas abaixo do fundo antes da obra.

Credenciais

Inscrição no CEELH e experiência em Ordem Especial

A WAMS está inscrita no Cadastro de Entidades Executantes de Levantamentos Hidrográficos (CEELH) do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Executou o primeiro levantamento hidrográfico de Ordem Especial categoria A do Brasil realizado com USV, com dados aprovados pelo CHM. As regras do levantamento estão resumidas em NORMAM-501/DHN.

Entregáveis

O que você recebe

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Perguntas frequentes

FAQ: batimetria de dragagem

Qual a diferença entre LH-Pré, levantamento de acompanhamento e LH-Pós?

O LH-Pré registra o fundo antes da obra e serve de base para o projeto e para o cálculo de volume. Os levantamentos de acompanhamento controlam o avanço durante a dragagem. O LH-Pós verifica a profundidade de projeto ao final e fecha o cálculo do volume dragado.

Como o volume dragado é calculado a partir de duas superfícies?

Cada levantamento gera um modelo digital de terreno do fundo, com o mesmo referencial e o mesmo Nível de Redução. A diferença entre os modelos, dentro do polígono de dragagem e da seção de projeto, dá o volume removido.

A batimetria pode servir de medição independente para a fiscalização do contrato?

Sim. Executada por terceiro, com método, referencial e incerteza declarados, a batimetria dá ao contratante e à contratada a mesma base de medição. Dados brutos e memorial de cálculo acompanham o relatório.

Monofeixe ou multifeixe para medição de dragagem?

O multifeixe cobre o fundo por completo e mostra pontos altos entre linhas, o que o monofeixe não registra. Em canais e berços, a cobertura total reduz a margem de discussão sobre o volume. O monofeixe ainda atende levantamentos expeditos e áreas pequenas.

É possível medir desassoreamento em rios, lagoas e reservatórios?

Sim. O USV iBoat BS15, com imersão de 118 mm, opera em águas rasas e interiores com multifeixe e posicionamento cinemático em tempo real (RTK), e aplica o mesmo método de comparação entre superfícies usado nos portos.

Retorno de chamada

Tem uma dragagem para medir?

Envie o polígono da área, a profundidade de projeto e o cronograma da obra. A engenharia da WAMS responde com método, plataforma e prazos de cada campanha. Venha conversar com a WAMS.

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