USV Hi-Target iBoat BS15 na água, com as antenas e o domo GNSS no convés.

Orçamento de batimetria

Quanto custa um levantamento batimétrico? Fatores que definem o orçamento

Não existe tabela de preço para batimetria, e desconfie de quem oferece uma. Um levantamento de um canal de acesso portuário com multifeixe, calibrações e relatório aprovável pela Marinha tem pouco em comum com a batimetria monofeixe de um pequeno reservatório para cálculo de volume. O nome do serviço é o mesmo; o trabalho, não.

O que dá para explicar com clareza é de onde vem o custo. Ele se forma a partir de um conjunto de fatores que o próprio contratante controla em boa parte: o tamanho e o formato da área, a profundidade e o acesso, o método, a norma exigida, a plataforma e o prazo. Esta página percorre cada um deles e termina com o que enviar para receber um orçamento fechado, sem idas e vindas.

Serviço

Área e geometria

A área é o ponto de partida, mas a geometria pesa tanto quanto o tamanho. Um retângulo aberto permite linhas longas e poucas manobras; um canal sinuoso, uma bacia cheia de píeres ou uma margem irregular obrigam a linhas curtas, sobreposição maior e mais tempo de embarcação para o mesmo número de hectares.

Obstáculos dentro da área também contam: embarcações atracadas, boias, estruturas submersas ou zonas de tráfego que só podem ser levantadas em horários específicos. Por isso pedimos o polígono da área, e não apenas o número de hectares ou de quilômetros de linha.

Profundidade e acesso ao local

A profundidade define o equipamento e a largura da faixa varrida. Em águas rasas, o multifeixe cobre uma faixa estreita e exige mais linhas; em águas mais profundas, a faixa se alarga, mas o levantamento pede embarcação maior e sensores com alcance compatível. Rios e reservatórios com bancos de areia ou vegetação impõem calado mínimo e, às vezes, plataformas menores.

O acesso é o fator que mais surpreende quem pede orçamento pela primeira vez. Uma rampa próxima, um píer para embarque e um ponto para instalar a base GNSS e o marégrafo simplificam tudo. Um lago de mineração sem rampa, um reservatório em área remota ou um trecho de rio sem estrada aumentam a logística e, com ela, o custo, antes mesmo de a primeira linha ser levantada.

Método: monofeixe ou multifeixe

O ecobatímetro monofeixe mede a profundidade em uma linha de pontos abaixo da embarcação. Entre as linhas, o fundo é interpolado. É adequado para cálculo de volume em reservatórios, acompanhamento de assoreamento e levantamentos em que a resolução entre linhas não é crítica.

O multifeixe mede uma faixa contínua do fundo e produz cobertura total, com detecção de objetos e superfícies 3D. É o método exigido em canais de navegação, berços, áreas de dragagem com medição de volume para pagamento e em qualquer levantamento que precise de detecção de feições. O equipamento, as calibrações e o processamento são mais exigentes, e isso se reflete no orçamento. Explicamos a escolha em monofeixe vs multifeixe.

Norma exigida, categoria e calibrações

Se o levantamento precisa ser aceito pela Marinha para atualização de carta náutica ou liberação de canal, ele segue a NORMAM-501 e é classificado em categoria A ou B, com a Ordem correspondente da IHO S-44 (Especial, 1a, 1b ou 2). Cada Ordem define a incerteza admissível em posição e profundidade e a cobertura exigida, e isso determina o equipamento, a densidade de linhas e a documentação a entregar.

Um levantamento categoria A, Ordem Especial, inclui calibração do multifeixe (patch test), perfis de velocidade do som ao longo do dia, controle de maré com marégrafo instalado no local e verificação de posicionamento. Um levantamento interno, para controle de assoreamento sem entrega à Marinha, dispensa parte disso. Informar a norma e a categoria no pedido evita erros comuns: pagar por um rigor que ninguém vai auditar, ou receber um produto que a Marinha não aceita. A WAMS está inscrita no CEELH do CHM e pode conduzir levantamentos para ambos os casos.

Plataforma: USV ou embarcação tripulada

A plataforma altera a mobilização e o tempo em campo. Uma embarcação tripulada exige tripulação, combustível, atracação e, em áreas remotas, transporte por carreta e rampa adequada. Um USV compacto como o Hi-Target iBoat BS15 viaja em um veículo comum, é lançado da margem e opera em locais onde uma lancha não entra ou não é autorizada, como reservatórios de mineração e bacias portuárias em operação.

Para áreas costeiras e offshore, o USV Exail DriX opera com autonomia de até 10 dias a 4 nós, o que reduz o número de dias de embarcação e os custos que acompanham cada dia. A WAMS é a única empresa no Brasil a operar o USV Exail DriX. O uso da plataforma não tripulada não elimina a equipe: o processamento, o controle de qualidade e o relatório continuam sendo trabalho de hidrógrafo. A comparação está em USV vs embarcação tripulada.

Prazo e janela operacional

Prazo curto custa mais porque obriga a mobilizar equipe e equipamento fora da sequência planejada, e às vezes a trabalhar em janelas de maré ou de vento piores. Um prazo com folga permite encaixar o levantamento em uma campanha próxima, com deslocamento compartilhado.

A janela operacional depende do local: maré e swell no litoral, cota e tráfego de embarcações em reservatórios e rios, horários permitidos pelo operador portuário. Cada dia de espera por condições é um dia de equipe e embarcação. Quando o cliente informa restrições conhecidas (janela de dragagem, parada de usina, época de cheia), o orçamento reflete a realidade e não uma estimativa otimista.

O que enviar para receber um orçamento preciso

Quanto mais completo o pedido, mais rápido e mais próximo do valor final é o orçamento. Com as informações abaixo, conseguimos definir método, plataforma, dias de campo e entregáveis sem precisar de várias rodadas de perguntas.

  • · Localização: município, corpo d'água e ponto de acesso previsto (rampa, píer, margem).
  • · Área ou polígono: arquivo KML, DWG ou shapefile, ou coordenadas dos vértices. Quilometragem no caso de trechos lineares.
  • · Profundidade estimada: mínima e máxima, ou cota atual no caso de reservatórios.
  • · Finalidade: cálculo de volume, projeto de dragagem, medição para pagamento, licenciamento, atualização de carta, controle de assoreamento.
  • · Norma e categoria exigidas: NORMAM-501 categoria A ou B, Ordem S-44, ou levantamento interno sem entrega à Marinha.
  • · Prazo: data desejada para campo e para entrega, e restrições de janela conhecidas.
  • · Entregáveis desejados: planta batimétrica, MDT, seções, volumes, formatos (XYZ, GeoTIFF, DWG, S-57).

Como reduzir o custo sem perder qualidade

A economia real está em combinar serviços na mesma mobilização. Se o projeto vai precisar de batimetria, sonar de varredura lateral e perfilador de subfundo, levantar tudo em uma campanha, com os sensores na mesma plataforma, custa menos que mobilizações separadas. O mesmo vale para instalar o marégrafo e medir correntes enquanto a equipe já está no local.

Planejar a janela também reduz custo. Levantar um reservatório na cota certa, ou um canal fora do pico de tráfego, evita dias parados. E vale definir o rigor pelo uso: um levantamento para controle interno não precisa ser categoria A.

Por fim, há a opção de locação. Quem tem equipe de campo própria pode alugar o ecobatímetro, o GNSS RTK e o perfilador de velocidade do som e contratar apenas o processamento, ou nem isso. Os equipamentos disponíveis estão em aluguel de equipamentos marinhos.

Entregáveis

O que você recebe

Para licitações e órgãos públicos

A WAMS (razão social W.A. Marítimos Serviços Ltda., CNPJ 51.952.954/0001-35, Rio de Janeiro/RJ) está inscrita no Cadastro de Entidades Executantes de Levantamentos Hidrográficos (CEELH) do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Atendemos empresas e órgãos públicos com documentação técnica e fiscal para processos de contratação e fornecemos relatórios assinados conforme o escopo do projeto.

Executamos levantamentos conforme NORMAM-501/DHN e IHO S-44, incluindo o primeiro levantamento de Ordem Especial com USV no Brasil.

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Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Existe uma tabela de preço por hectare ou por quilômetro?

Não. Duas áreas do mesmo tamanho podem ter custos muito diferentes por causa da geometria, do acesso, da norma exigida e da plataforma. Um preço por hectare esconde essas diferenças e costuma ser corrigido depois. Pedimos as informações do checklist acima e devolvemos um orçamento fechado.

Qual fator pesa mais no orçamento?

Na maior parte dos projetos, a mobilização e o número de dias em campo. Eles dependem de acesso, geometria da área, plataforma e janela operacional. A norma exigida vem em seguida, porque define equipamento, calibrações e documentação.

Multifeixe é sempre mais caro que monofeixe?

Por dia de campo, sim, porque exige mais equipamento, calibrações e processamento. Mas em áreas onde a cobertura total é obrigatória, ou onde o monofeixe exigiria linhas muito próximas para atingir a resolução pedida, o multifeixe pode levar menos dias e sair equivalente. A escolha depende da finalidade, não do orçamento em si.

Quanto tempo leva um levantamento batimétrico?

Depende dos mesmos fatores do custo: área, geometria, plataforma, condições no local e nível de processamento exigido. O prazo total inclui mobilização, campo, processamento e relatório. Ao receber o polígono e a finalidade, informamos a estimativa de dias para cada etapa.

Posso alugar o equipamento em vez de contratar o serviço completo?

Sim, se você tem equipe capacitada para operar e processar. Alugamos ecobatímetro multifeixe, GNSS RTK, perfiladores de velocidade do som e outros sensores, com opção de contratar apenas o processamento. Para levantamentos que serão entregues à Marinha, verifique antes se a sua equipe atende aos requisitos de execução.

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