Guia técnico

Levantamento batimétrico: como é feito, tipos e equipamentos

Levantamento batimétrico é a medição da profundidade e do relevo do fundo de uma área com água: mar, porto, canal, rio ou reservatório. Um ecobatímetro mede a profundidade, o GNSS dá a posição de cada sondagem e o processamento reduz tudo a um referencial vertical, como o Nível de Redução (NR). O resultado é um modelo do fundo que serve de base para projeto, dragagem, navegação e cálculo de volume.

Conceito

O que é e para que serve

A batimetria responde a uma pergunta simples: qual é a profundidade em cada ponto da área. A resposta vira insumo para decisões caras. Um porto usa a batimetria para confirmar a profundidade de projeto do canal de acesso. Uma obra de dragagem mede o volume retirado comparando o levantamento batimétrico preliminar (LH-Pré) com o levantamento batimétrico final (LH-Pós). Uma hidrelétrica acompanha o assoreamento do reservatório.

Batimetria e levantamento hidrográfico não são sinônimos. O levantamento hidrográfico inclui a batimetria e soma, conforme o escopo, varredura lateral, maré, correntes e o relatório para a Marinha. A diferença está detalhada em batimetria ou levantamento hidrográfico.

Etapas

Como é feito um levantamento batimétrico

1. Planejamento

Parte da finalidade dos dados. Ela define a ordem de levantamento (Especial, 1a, 1b ou 2 na NORMAM-501), o método, o espaçamento das linhas de sondagem, as linhas de verificação (LV) e o referencial vertical. Nessa etapa também se escolhe a plataforma e se verifica o acesso à área.

2. Mobilização e calibração

Os sensores são instalados e os offsets entre transdutor, antena GNSS e sensor de movimento são medidos. No multifeixe, o patch test calibra os desalinhamentos residuais. Um perfil de velocidade do som (SVP) corrige a propagação do pulso na coluna d'água, e a imersão do transdutor é registrada.

3. Aquisição em campo

A plataforma percorre as linhas planejadas enquanto o ecobatímetro mede a profundidade, o GNSS RTK registra a posição e o sensor de movimento compensa roll, pitch e heave. Novos perfis de velocidade do som são feitos ao longo do dia, e o nível d'água é observado por marégrafo ou por GNSS.

4. Processamento e controle de qualidade

No escritório, as sondagens espúrias são removidas, as correções são aplicadas e é feita a redução de sondagens ao referencial vertical. As linhas de verificação confirmam a consistência dos dados, e a incerteza é avaliada contra a ordem exigida.

5. Entrega

O contratante recebe as sondagens processadas, o modelo digital do fundo, as plantas batimétricas e o relatório técnico com método, equipamentos, calibrações e controle de qualidade.

Tipos

Monofeixe ou multifeixe

O ecobatímetro monofeixe (SBES) mede uma profundidade por pulso, na vertical do transdutor. Atende reconhecimento, reservatórios e projetos sem exigência de cobertura total. O ecobatímetro multifeixe (MBES) mede uma faixa larga do fundo a cada passagem e permite cobertura total, exigida na Ordem Especial e na Ordem 1a. Os critérios estão em monofeixe ou multifeixe: como escolher e o serviço em batimetria multifeixe.

Em obras de dragagem, o levantamento segue a lógica LH-Pré e LH-Pós, com cálculo de volume. Veja batimetria de dragagem.

Equipamentos

Equipamentos e plataformas

A plataforma pode ser uma embarcação tripulada ou um veículo de superfície não tripulado (USV). A escolha depende da área, da profundidade, da segurança da equipe e do prazo; a comparação está em USV ou embarcação tripulada. A WAMS é a única empresa no Brasil a operar o USV Exail DriX.

Normas

Normas: NORMAM-501 e IHO S-44

No Brasil, levantamentos hidrográficos seguem a NORMAM-501/DHN, que adota as ordens da IHO S-44. Dados que serão submetidos à Marinha exigem que a empresa executante esteja inscrita no cadastro do CHM. A WAMS está inscrita no Cadastro de Entidades Executantes de Levantamentos Hidrográficos (CEELH) do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). Mais sobre a norma em NORMAM-501 e nas ordens da IHO S-44.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre levantamento batimétrico e levantamento hidrográfico?

O levantamento batimétrico mede a profundidade e o relevo do fundo. O levantamento hidrográfico é mais amplo: inclui a batimetria e acrescenta, conforme o escopo, varredura lateral para detecção de perigos, observação de maré e corrente e o relatório exigido pela NORMAM-501 para dados submetidos à Marinha.

Quando o multifeixe é obrigatório?

Quando a ordem exigida pede cobertura total do fundo e detecção de feições, como na Ordem Especial e na Ordem 1a da NORMAM-501. Em reconhecimento, reservatórios e projetos sem essa exigência, o monofeixe costuma atender.

O que precisa ser informado para planejar o levantamento?

O polígono da área, a finalidade dos dados (projeto, dragagem, carta náutica, volume), a ordem ou tolerância exigida, o referencial vertical desejado, a profundidade aproximada, as restrições de acesso e o prazo.

Um USV pode executar levantamento batimétrico com validade oficial?

Sim. A plataforma não muda a norma: o que conta é o sensor, a calibração, o controle de qualidade e o processamento. A WAMS executou o primeiro levantamento hidrográfico de Ordem Especial do Brasil com um USV, o Exail DriX GUARÁ.

Retorno de chamada

Precisa de um levantamento batimétrico?

Envie o polígono da área, a finalidade dos dados e o prazo. A WAMS devolve o método e a proposta técnica.

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