USV Exail DriX em operação na Baía de Guanabara, com plataformas e a Ponte Rio-Niterói ao fundo

Cabos submarinos

Levantamento de rota e inspeção de cabos submarinos

A WAMS executa a aquisição de dados que sustenta o traçado de um cabo submarino: batimetria, sonografia e perfilamento de subfundo ao longo do corredor de rota, caracterização da área de chegada em terra e inspeção do cabo lançado com ROV.

O contexto

A rota é escolhida pelo que está no fundo

Um cabo submarino atravessa relevos, tipos de fundo e infraestrutura já instalada. O traçado precisa evitar afloramentos rochosos, áreas de sedimento móvel, cabos e dutos existentes e zonas de risco de arraste por âncora ou por pesca de arrasto.

O trecho crítico é a chegada em terra. Na faixa rasa, próxima à costa, o cabo fica mais exposto e a decisão sobre enterramento, proteção e método de instalação depende de conhecer a espessura de sedimento sobre o substrato.

Depois do lançamento, o dado muda de função. A verificação de posição do cabo, dos vãos livres e da cobertura de sedimento passa a ser a base da manutenção do ativo ao longo dos anos.

O Brasil vive uma fase de expansão desse tipo de infraestrutura, com novos sistemas anunciados e discussão pública sobre diversificar os pontos de chegada além da concentração histórica em Fortaleza.

Entregáveis

O que o projeto de cabo recebe

Corredor de varredura da rota

Batimetria multifeixe ao longo do corredor de rota, com cobertura contínua do relevo e identificação de feições que condicionam o traçado.

Mosaico sonográfico

Sonar de varredura lateral (SSS) para caracterizar o tipo de fundo e localizar obstruções, cabos e dutos existentes, naufrágios e áreas de sedimento móvel.

Espessura de sedimento

Perfilamento de subfundo (SBP) para determinar a espessura da camada mobilizável sobre o substrato, dado que define a viabilidade de enterramento.

Área de chegada em terra

Batimetria da faixa rasa até a chegada em terra com o USV iBoat BS15, no mesmo referencial do corredor, para a decisão sobre enterramento e proteção do cabo na aproximação da costa.

Cruzamentos com cabos e dutos existentes

Magnetometria com o gradiômetro Geometrics G-882TVG, operado pela equipe da WAMS, para localizar cabos armados e dutos metálicos existentes nos cruzamentos da rota, inclusive sob o sedimento.

Verificação pós-lançamento

Confirmação da posição do cabo, identificação de vãos livres e verificação da cobertura de sedimento após a instalação.

Inspeção com ROV

Inspeção visual do cabo e das estruturas de proteção com vídeo 4K e trajetória georreferenciada, para acompanhamento ao longo da vida do ativo.

Execução

Aquisição contínua ao longo de rotas longas

Rotas de cabo são levantamentos de linha longa, e é onde a autonomia da plataforma pesa. O USV Exail DriX opera até dez dias a quatro nós, com velocidade de quatro a quatorze nós, e sustenta a aquisição batimétrica contínua sem pessoas embarcadas. A WAMS é a única empresa no Brasil a operar o USV Exail DriX.

O DriX adquire a batimetria multifeixe e o perfil de subfundo; o sonar de varredura lateral e o magnetômetro são rebocados a partir de embarcação tripulada no mesmo corredor. No processamento, relevo, tipo de fundo, camadas de sedimento e anomalias magnéticas formam um único conjunto georreferenciado.

Na faixa rasa próxima à costa, o USV iBoat BS15 assume o trecho onde a embarcação maior não opera, mantendo o mesmo referencial de posicionamento.

O sonar de varredura lateral EdgeTech 4205 registra tipo de fundo, afloramentos e objetos no corredor. Nos cruzamentos, o magnetômetro Geometrics G-882TVG, operado pela equipe da WAMS, localiza cabos armados e dutos metálicos existentes, inclusive quando estão enterrados.

A inspeção pós-lançamento usa o ROV QYSEA FIFISH E-Master, na configuração Navi, com navegação inercial e DVL, o que associa posição e profundidade a cada trecho registrado.

Normas e conformidade

Autorizações e o estado atual da regulação

Os levantamentos hidrográficos seguem a NORMAM-501/DHN e a IHO S-44 (edição vigente). A WAMS está inscrita no Cadastro de Entidades Executantes de Levantamentos Hidrográficos (CEELH) do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

Não existe hoje no Brasil um regulamento único e consolidado para o licenciamento de cabos submarinos internacionais. A própria Anatel abriu tomada de subsídios reconhecendo a ausência de regulamentação específica para os sistemas que chegam ao país.

Na prática, o projeto passa por mais de um órgão, cada um na sua competência: Anatel no aspecto de telecomunicações, Marinha do Brasil na atuação em águas jurisdicionais (NORMAM-303/DPC), IBAMA e órgãos estaduais no licenciamento ambiental e a Secretaria do Patrimônio da União na área de chegada em terra. A WAMS executa a aquisição e a entrega do dado técnico; a condução do processo regulatório é do empreendedor e das consultorias contratadas.

Serviços relacionados

Como executamos cada etapa

Perguntas frequentes

FAQ: Cabos submarinos

O que compõe um levantamento de rota de cabo submarino?

Batimetria multifeixe, sonar de varredura lateral e perfilamento de subfundo ao longo do corredor de rota, integrados em um conjunto georreferenciado único. O resultado descreve relevo, tipo de fundo, obstruções e espessura de sedimento mobilizável.

Por que o perfilamento de subfundo é decisivo nesse tipo de projeto?

Porque ele mostra a espessura da camada de sedimento sobre o substrato. É esse dado que define se o cabo pode ser enterrado, com que ferramenta e a que profundidade, ou se será preciso usar proteção externa.

A magnetometria é necessária nos cruzamentos com cabos e dutos existentes?

É o método que localiza cabos armados e dutos metálicos quando estão enterrados e não aparecem no sonar. A WAMS opera o gradiômetro Geometrics G-882TVG com equipe própria e integra o resultado ao mosaico sonográfico e às seções de subfundo do corredor.

A WAMS faz a inspeção do cabo depois do lançamento?

Sim. A verificação pós-lançamento confirma a posição do cabo, identifica vãos livres e avalia a cobertura de sedimento. A inspeção visual usa o ROV FIFISH E-Master, na configuração Navi, com vídeo 4K e trajetória georreferenciada.

Quem autoriza um cabo submarino no Brasil?

Não há um regulamento consolidado específico. O projeto envolve a Anatel no aspecto de telecomunicações, a Marinha do Brasil na atuação em águas jurisdicionais (NORMAM-303/DPC), os órgãos ambientais no licenciamento e a Secretaria do Patrimônio da União na chegada em terra.

Vocês atendem contratos com integradores internacionais?

Sim. A WAMS atua como executora da aquisição para empresas de engenharia e integradores, com documentação técnica e fiscal para os processos de contratação e relatórios assinados conforme o escopo.

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