Curva cota, área e volume atualizada
Curva medida sobre a superfície atual do reservatório, com o referencial declarado, pronta para substituir a curva de projeto no planejamento operacional.

Hidrelétricas e reservatórios
A WAMS mede o assoreamento de reservatórios de usinas hidrelétricas e atualiza a curva cota, área e volume. O levantamento batimétrico mostra quanto do volume útil foi ocupado por sedimento, onde a deposição se concentra e como isso afeta a operação e a vida útil do aproveitamento.
O contexto
O sedimento que o rio transporta se deposita no reservatório desde o primeiro dia de operação. A perda de volume é gradual e não aparece na operação diária, mas altera o volume útil, a energia assegurada e a projeção de vida útil do aproveitamento.
A curva cota, área e volume usada no dia a dia costuma ser a do projeto ou a de um levantamento antigo. Quanto mais tempo passa, mais essa curva descreve um reservatório que já não existe, e mais o planejamento energético e hídrico trabalha sobre uma referência desatualizada.
A deposição também não é uniforme. Ela se concentra na entrada dos tributários e em trechos de baixa velocidade, e pode alcançar tomadas de água, canais de adução e estruturas de fundo muito antes de afetar o volume total.
Entregáveis
Curva medida sobre a superfície atual do reservatório, com o referencial declarado, pronta para substituir a curva de projeto no planejamento operacional.
Comparação entre a superfície atual e a referência anterior, com o volume ocupado por sedimento e a distribuição espacial da deposição.
Modelo digital de terreno e superfície 3D do reservatório, em formato compatível com o software de engenharia e de modelagem hidrológica.
Identificação das áreas de maior deposição, incluindo entrada de tributários e proximidade de tomadas de água e canais de adução.
Inspeção com ROV de tomadas de água, grades, vertedouros, comportas e paramentos, com vídeo 4K e trajetória georreferenciada.
Levantamentos executados com o mesmo método e o mesmo referencial, de modo que a taxa de assoreamento saia da comparação entre as superfícies.
Execução
O USV iBoat BS15 cobre os braços rasos, a entrada dos tributários e as áreas de acesso restrito. Elétrico, lançado da margem por duas pessoas, opera até doze horas contínuas a 1,5 m/s com navegação RTK integrada.
Já no corpo principal do reservatório, o ecobatímetro multifeixe aumenta a densidade de sondagens e resolve a geometria dos taludes submersos e do talvegue original.
A operação inclui perfis de velocidade do som ao longo da campanha, porque a estratificação térmica de reservatórios afeta diretamente a medição acústica de profundidade. Linhas de verificação fazem o controle independente da consistência vertical.
Onde o interesse é a camada de sedimento e não apenas a superfície do fundo, o perfilador de subfundo mostra a espessura depositada sobre o leito original.

Normas e conformidade
A segurança de barragens de geração hidrelétrica é fiscalizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), nos termos da Lei nº 12.334/2010, e disciplinada pela Resolução Normativa ANEEL nº 1.064/2023, que estabelece critérios e ações de segurança e prevê revisão periódica com atualização dos estudos, entre eles os hidrológicos.
A resolução não cita a batimetria de reservatório como obrigação nominal. A medição entra como dado de base, porque a geometria atual do reservatório é premissa dos estudos hidrológicos, dos estudos de ruptura e do planejamento de volume útil.
A Resolução Conjunta ANA/ANEEL nº 127/2022, que revogou a partir de 31 de dezembro de 2022 a Resolução Conjunta ANEEL/ANA nº 3/2010, trata do monitoramento hidrológico dos aproveitamentos hidrelétricos. Para usinas despachadas centralizadamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), prevê a avaliação do assoreamento e a atualização das tabelas de cota, área e volume, com o primeiro ciclo após dez anos de operação comercial. A resolução se apoia em seções de controle instaladas no reservatório; na prática, a atualização das tabelas usa o levantamento topobatimétrico do reservatório.
O Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) e o Relatório de Segurança de Barragens são conduzidos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, em conjunto com os órgãos fiscalizadores de cada tipo de barragem. A WAMS entrega o dado técnico; a condução do plano de segurança é da concessionária e da engenharia responsável.
Serviços relacionados
Perguntas frequentes
Pela comparação entre a superfície do fundo levantada agora e uma referência anterior, seja um levantamento passado, seja a topografia do vale antes do enchimento. A diferença entre as superfícies dá o volume ocupado por sedimento e mostra onde a deposição se concentra.
Depende do aporte de sedimento da bacia e da idade do aproveitamento. O critério prático é a comparabilidade. Campanhas executadas com o mesmo método e o mesmo referencial permitem medir a taxa de assoreamento; uma campanha isolada informa apenas o volume de um instante.
A Resolução Normativa ANEEL nº 1.064/2023 estabelece critérios de segurança e prevê revisão periódica com atualização dos estudos, incluindo os hidrológicos, mas não cita a batimetria nominalmente. Ela entra como dado de base desses estudos.
Sim. O USV iBoat BS15 é lançado da margem sem rampa e sem embarcação de apoio, o que permite levantar entradas de tributários e trechos rasos onde a embarcação tripulada não opera com segurança.
Pode incluir. O ROV QYSEA FIFISH E-Master, na configuração Navi, inspeciona tomadas de água, grades, comportas e paramentos até 200 m, com vídeo 4K e trajetória georreferenciada, na mesma mobilização da campanha batimétrica.
Retorno de chamada
Descreva o aproveitamento, a cota operacional, a data do último levantamento e o prazo. A equipe de engenharia retorna com método, plataforma e cronograma. Venha conversar com a WAMS.
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